quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MAS O GATO – TO…

Um casamento. Um casal. Dois gatos. Ou mais ou menos isto. Ou quase isto. Ou era para ser isto, mas na verdade, deixou de ser.

O casal era recente, se conheceram na faculdade, entre festas, amigos e provas. Encontraram afinidades e resolveram namorar. Encontraram pedras no caminho e se separaram. Mas voltaram. Uma nova briga, nova separação e nova reconciliação.

Um dia ele jurou que seria a ultima volta. Ela, por sua vez, pressentiu isto e mudou. Milagrosamente se tornou uma nova mulher. Para o espaço as inseguranças. As favas o ciúme. Ah o amor, o tão doce amor. Era só isto que restava nela. Amor e muitas felicidades pela frente! Será?

Ele imaginou que então era esse o momento da vida que se desistia da bicicleta e partia para o casamento. Ficou animado com a idéia. Aproveitou que ela já tinha apartamento próprio e já começou a orçar a reforma para que tornasse o lar deles. Foram as lojas e providenciaram moveis novos. Providenciaram também a festa de noivado. Família! Amigos próximos! Cerveja!

E tudo tinha o script para uma historia feliz de um romance normal... Já tínhamos o “casamento” , já tínhamos o “casal” mas agora íamos para os “dois gatos”. Era onde o apcie do principio do fim se daria.

Ele, em um dia corriqueiro, havia ido para o apartamento ate então só dela, para aguardar o pintor que iria fazer um orçamento. Aproveitou o tempo ocioso de espera para arrumar seu futuro lar. Rodo, desinfetante e aspirador lhe fizeram Cia por um tempo. Quando tudo estava brilhando e cheiroso, ele aproveitou para tomar um banho, logo em seguida ia fazer o pedido de uma comida delivery para a sua futura esposa e esperá-la com tudo pronto, apenas para que ela desfrutasse. A intenção era boa, certo? Calma, pois, ainda não falei dos gatos.

Nesse meio tempo em que ele saia do banho, pedia a comida delivery, e aguardava sua noiva que estava a caminho, os gatos se instalaram no quarto (debaixo da cama para ser mais precisa). Quarto limpo! Sem nenhum pelo. Quando ele se deparou com os bichanos, quis enxotá-los não por maldade, mas pela limpeza que ele havia feito com tanto cuidado. E pela surpresa que ele queria fazer a noiva. Tentou dar um comando só com a voz e recebeu um olhar de “nemteligo”. Tentou puxá-los com a mão, recebeu um arranhão como resposta. Pegou o rodo e enxotou sem nem mesmo encostar e nada... Ele resolveu levantar o Box da cama neste momento para finalmente pega-los, neste momento uns dos gatos saiu correndo sob um safanão e neste “pegapacapá” o Box escorregou e caiu, prensando o segundo gato. Ele assustou puxou correndo o Box da cama para cima e o gato saiu de La com suas seis vidas dando um miado estridente. Vivo enfim.

Na mesma noite, a sua noiva o questionou sobre o gato, se algo havia acontecido. Ele preferiu engolir a historia para si e omiti-la. Mas na manhã seguinte, ela novamente o pressionou, informando-o que o gato estava com a barriga roxa. Foi quando ele sem muita opção derramou a verdadeira historia.

Para sua surpresa, foi atacado furiosamente por sua noiva. Chutes, socos e ponta-pés foram dados aos montes. Ele apenas se defendeu dos golpes. O “bafão” estava feito. Os vizinhos ouviram os gritos, os mais intrometidos chamaram a policia. No local a policia o encontrou todo machucado e encontrou também a recusa dela, de descer. O caso foi mais ou menos esclarecido. E ao final veio o conselho do policial: “ Vou te dar um conselho, não de policial, mas de homem sobre essa mulher: VAZA!” .

Ele entendeu bem o conselho. Acabou-se o casamento. Acabou-se também toda a esperança. Ela o denunciou a assossiação protetora dos animais. Isto custou R$ 500,00. Os moveis por sorte deu tempo de cancelar. O pintor, por bem, nem havia chegado a ir. Por um tempo foi motivo de chacota: “Hey amigo, sua mãe cantava muito atirei o pau no gato para você?”. Mas ia passar. Ele sabia.

Semana passada precisou voar a trabalho, ao seu lado no avião sentou-se uma mulher bonita, bom papo. Afinidades. Foi quando ela comentou: “Estou preocupada com minhas filhas.” Ele a questionou sobre as crianças quando ela na verdade esclareceu que eram apenas suas duas gatas. Neste momento ele desejou fortemente que existisse um botão de dar sinal, pois, queria desesperadamente descer no “próximo ponto.”

4 comentários:

umhomemcomum disse...

Gosteeei, gostei...eu só queria saber daonde vc tira inspiração pra escrever esses causos...q confusão com gatos e casamento e polícia e conselhos...AHAHHAHAHAHAHAHAHAH!!!!
Coisa de filme.

Juliana Aidar disse...

aiai .... se não fosse trágico seria cômico, mas é cômico, demais, que bom que hoje está tudo bem né

beiJUcas

Anônimo disse...

A inspiração é a piração da vida real...

Isso aconteceu de verdade !

Eu fui a vitima, o culpado, o culposo, enfim, chame do que quiser...

Li... mandou bem !!! Pode mandar prum concurso de cronicas... rs...

Roberta disse...

ehehheheehhe...caramba!isso é o que podemos chamar de amor?! rs
Meu amigo, mais uma experiência e sem culpa!

Li, quando vc vai lançar o seu livro de contos??

beijosssssss