quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A GRAÇA DA DESGRAÇA

Eu havia escrito uma crônica costumeira, com um casal conversando sobre o horário político. Meu casal, como também conforme de costume, tinha nomes estrambólicos: Suellen Clara e Jonas Bruno. Eles riam dos candidatos e suas campanhas que em especial nessa eleição vinham recheada de bizarrices. Era uma crônica leve e que de forma bem sutil passava seu recado. E foi então, quando bem perto de postá-la, resolvi mudar tudo e falar realmente sério. Nunca a expressão: "É rir para não chorar" teve tanto sentido em nossa politica. O festival de alienação dos candidatos se proliferam durante os torturantes minutos da propaganda eleitoral ( Gratuita? Mas se tempo é dinheiro, eu estou perdendo o meu e me sentindo muito no prejuízo).Fico penalizada com pessoas que costumam afirmar: "Eu não gosto de politica." , "Eu nem quero saber de horário político" ou então "Eu quero mais é que o circo pegue fogo vou votar em qualquer palhaço". É a ignorância do despreparo mostrando sua cara. Não gostar de politica, é não gostar de si mesmo. Pois, é exatamente do seu futuro e da sua vida que estamos falando. Ou você não usa condução? Médico? Estudo? Você não vai ao supermercado e paga por cada produto que compra? Tudo que envolve a sua vida vem da politica. Do que a politica faz por cada área que você utiliza. Logo, sendo assim, se você faz uso disto, não reclame se caso se absteve de procurar pelo o melhor a conduzir a politica em seu país (cidade, bairro...). Dar risada é inevitável, mas compactuar é absurdo! É ceder a sua burrice e gritar ao mundo que você não sabe decidir pelo seu bem estar. Sabe viver apenas como formiga em um caminho demarcado sem questionar ou mudar de rumo. Você sabe o que pode acontecer se você eleger um candidato "engraçado" justificando que este é o seu protesto ao governo? A legislação prevê que dependendo do número de votos que ele leva, dá a ele o direito de levar consigo para o poder outros candidatos de seu partido. E então, aí que se faz o golpe, e caímos em mãos sujas (com ficha limpa ou não). O candidato laranja distrai o seu público, enquanto, os demais entram pelas beiradas na surdina. Aí está o seu protesto. O protesto surdo, mudo e de efeito contrário. Mas isso é algo que muitos nem tomam conhecimento, não é? Claro, não gostam de politica, como é que posso me esquecer? O palhaço Tiririca vem aí como apcie desta eleição. Esfregando na minha cara, na sua e de quem mais quiser a limitação do ser humano em suas escolhas. Claramente diz que a grande maioria não sabe o que um deputado faz. Mostra o seu desinteresse sobre o seu país, a sua vida e você ri disto. Mostra que está aqui para brincar com sua cara e dizer, com o perdão da expressão de baixo calão, que está pouco se ferrando para o que pode fazer por você, mas que sim, está disposto a ajudar, inclusive e principalmente a sua própria família. E você nisto? Você ri! Quero ver sua risada quando tiver seu parente assassinado e a lei não for feita, porque não tem dirigente competente para executá-la. Quero ver você rir quando tiver sua saúde completamente comprometida e alguém do sistema público lhe dizer que seu exame só pode ser marcado daqui a três meses, pois, o político que você elegeu nem tomou conhecimento do hospital que você precisa usar. Quero ver você rir da sua própria desgraça. "Pior que tá não fica?". Pague para ver, mas só não se esqueça que este seu pagamento é o prejuízo de muitos.

PS: Caso tenha interesse a crônica do casal segue logo no post anterior a este.

4 comentários:

Ari Meireles disse...

Meu pai do céu, falou pouco mas disse tudo, seria otimo que as pessoas tomassem consciencia do poder do voto delas.
Concordei com tudo.

Violeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Violeiro disse...

O brasileiro ainda acha que eleição é escolher um candidato honesto e competente e deixar que ele ocupe o cargo fazendo aqulo que é certo.

Na verdade, tanto faz em quem você vota e quem efetivamente é eleito, desde que eles façam aquilo que nos interessa.

Mas cobrar é um trabalho que dá trabalho e mandar e-mail pra deputado não tem representatividade nenhuma.

Esse cenário só vai ser diferente quando o cidadão se conscientizar do seu real papel de votante, começando pela própria reunião de condomínio.
Quando essas estiverem tão cheias quanto a sala de TV em jogo de Copa, começarei a acreditar que algo vai mudar.

Afinal, se o cidadão não consegue se importar nem com o lugar onde mora, porque ele vai se importar com a sua cidade, estado e País?


Enquanto isso, meu voto vai para p/ Tiririca mesmo.

Champolas' Brain disse...

Interessantissimo, infelizmente a arma que temos é essa... e nao podemos deixar de falar...a politica é uma coisa que tem que fazer parte do nosso dia a dia... e enquanto nao tivermos essa cultura, personagens serao eleitos... e velha surda sempre tera o seu... Heeeeiiinnnn, prolongado na fila de um hospital.