quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


UM DISCURSO PARA O BIAL.

Nem todos nós admitimos a curiosidade sobre o ser humano. Alguns tentam manter a postura “politizada” de que não interessa a vida do outrem. Porém, eu cá ouso dizer que isto deve ser apenas o medo de ver no outro, seu próprio defeito.

Porque assim fácil é, apontar o defeito do outro. Acentuar. Debochar do defeito alheio. Difícil é admitir que você faz o mesmo. Os expectadores do BBB tornam-se crianças. Crianças pré-escolares, maldosas em seus julgamentos. Justamente, pela inocência de não medir as conseqüências do que sua forra pública pode acarretar . Sem se dar conta que cada feito, cada palavra dita para os Brothers tem peso 2, devido ao confinamento.

Assistimos atitudes, situações e como donos da verdade tiramos nossas conclusões. “Cortem as cabeças” é a decisão final. Sob que parâmetro? Pois neste jogo, quem fala o que pensa, está errado. Quem faz o que tem vontade, está muito errado. Qual é o conceito de verdadeiro nesta história então?

O ponto de equilíbrio fica em um meio fio quase imperceptível a moral. Porque todos confinados têm que achar um meio termo do seu “eu” e de sua “fantasia”. Qualquer demasia pode custar “a morte súbta” dentro da casa.

É muito cômodo para as pessoas de seus sofás ditarem regras. Afirmarem condutas. Complicado mesmo, é se deixar viver o que os brothers se permitiram: o famoso “Dar a cara a tapa”.

O ser humano faz mesmo coisas que ferem os olhos. Dói na moralidade. Repulsa a inteligência. Mas fazemos, tanto eu, quanto você ou qualquer outro que seja. Como a BBB que se deixou levar pelo clima quente do momento com seu affair ou a BBB certinha que arrotou e falou palavrão surpreendendo a todos. Quem não o faz? Em público, em quatro paredes, que seja, repito QUEM NÃO O FAZ?

Todos são vitimas e vilões em suas atitudes. Todos são escravos de opiniões preconceituosas que não nos permitem ver que o objetivo aqui é apenas um: Ser feliz. Ninguém está lá para realmente ser 100% ruim. Assim, como ninguém, absolutamente ninguém está lá porque é 100% bom.

Atirar a pedra ao programa é o mesmo que atirar a pedra em si. Porque o que você assiste é justamente o que acontece dentro de sua casa. Em sua vila. Em sua cidade. A todo o momento. São pessoas brigando pela sobrevivência da convivência. Porque conviver, você há de concordar, é uma arte que poucos a fazem com maestria.

Sentenciar alguém mau e fazer de tudo para tirá-lo da casa, é o mesmo que matar o vilão no começo do filme. Que graça tem? É o receio de conforme o passar do tempo, você perceber lá no seu intimo que se caso tivesse coragem faria algo igual a ele, ou parecido.

Por fim, eu lhe questiono: “Já se imaginou confinado? Longe da ‘vida real’?”. Sendo assim, não julgue sem saber. E que então quando se der conta que neste jogo não há nada de absurdo. Não há sentimentos de brinquedo ou personagens, você está pronto para ser eliminado do “seu mundo pequeno” e apto a seguir para uma vida real muito mais esclarecedora.

3 comentários:

Roberta disse...

Assunto um tanto polêmico Li de Oliveira!!!=]
Chegamos num momento onde falar ofende e magoa, mas isso depende muito de quem fala, ou seja, quanto mais verdadeiro você é, maior o problema...
Penso que julgar se tornou mais fácil e prático do que se enxergar...e por aí vai! =]
beijos beijos

Juliana Aidar disse...

É fácil julgar, difícil conviver , difícil é se moldar a sociedade , ser você mesmo né, as vezes a convivência é cruel mesmo ...mas eu adouuuuuuuuuro ver BBB haha

beiJUcas

Sebastián disse...

Bem, na verdade para ficar de olho na vida dos outros hoje em dia vc não precisa de um BBB, com Facebook, Orkut e Twiter, vc já pode bisbilhotar a vida de todos teus amigos e conhecidos, que até acredito é mais interesante, haha :P


Atentos que tb começa a 6ta e ultima temporada de LOST este mes ;)